Se R$ 2,70 já é um absurdo, R$3,67 é inadmissível às ouropretanas e aos ouropretanos.
Tudo isso para manter os lucros das empresas concessionárias!

De novo não! Chega de aumento no busão!

0 pessoas dizem NÃO ao aumento da passagem!
A empresa concessionária do transporte coletivo de Ouro Preto, encaminhou ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT) o pedido de reajuste no valor da tarifa. O reajuste proposto pela empresa é de R$0,97, o que representa mais de 30% do valor cobrado atualmente.

Mas, nós, ouropretanas e ouropretanos, sabemos muito bem que a qualidade dos serviços não acompanha o aumento na tarifa. Além do preço abusivo, o serviço que é ofertado pela empresa não consegue atender à demanda da população, os ônibus estão sempre fora dos horários divulgados e as linhas sendo cortadas constantemente.

Na próxima reunião do CMTT, que acontecerá no dia 08/11 às 9h00 na plenária da Câmara Municipal de Ouro Preto, será discutido o aumento do valor da tarifa. O CMTT é um órgão consultivo e encaminhará seu parecer ao Prefeito que pode aprovar ou recusar o pedido de reajuste proposto pela empresa.
Nós, usuárias e usuários do transporte coletivo, precisamos enviar nosso pedido ao Prefeito Júlio Pimenta para barrar esse aumento. O transporte é um serviço PÚBLICO essencial, direito fundamental e cabe ao poder público garantir o acesso democrático de todas e todos.
E justamente por ser público, não pode ser gerenciado sob a ótica da economia de mercado, que por sua natureza busca apenas maximizar seus lucros em detrimento do usuário. Não podemos permitir que, mais uma vez, as trabalhadoras e trabalhadores paguem pela manutenção dos lucros dos empresários.

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Todo ano é mesma história: o transporte coletivo da nossa cidade cada vez mais caro. E sempre a mesma justificativa: o famoso “desequilíbrio econômico-financeiro” do contrato entre a prefeitura e a empresa. Mas a pergunta é: houve melhoria na eficiência dos serviços ou foi o contrário, como as várias linhas cortadas pela empresa decorrentes de muita incompetência gerencial? E a licitação que nunca aconteceu, prefeitura? Esse “desequilíbrio” tem um custo que será pago pelas usuárias e pelos usuários do transporte coletivo no reajuste que foi encaminhado pela empresa ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT).

O transporte público é um direito social, prescrito na Constituição Federal, que assegura o acesso das pessoas aos demais direitos, como educação, saúde e lazer. Por isso, é fundamental mudar a lógica do financiamento do transporte. Atualmente, a usuária e o usuário pagam, praticamente, todo o custo do seu deslocamento porque o poder público ainda não considera a mobilidade urbana um direito (na realidade, ainda temos uma grande imobilidade política sobre o assunto).
Assim, não restam dúvidas que o valor abusivo da passagem é fruto da ganância dos empresários.




O fato é que R$3,67 para andar de ônibus, numa cidade do porte de Ouro Preto, é absurdamente caro em relação ao salário mínimo. Nos reajustes dos últimos anos, as planilhas de custos foram feitas pela própria empresa. É inaceitável discutirmos o transporte público de nossa cidade sendo que a única parte ouvida é a do empresário.

E se a população ouropretana não pode pagar por esse valor, por que então, mais uma vez, a tarifa precisa passar por um aumento? Quanto a prefeitura vem subsidiando? Quais são as prioridades dessa gestão? E por que o transporte público, que é um direito social, não é prioridade no orçamento do município? Como podemos perceber, transparência não é uma qualidade muito presente no setor de transportes de Ouro Preto e do Brasil.

Dessa forma, nós, usuárias e usuários do transporte coletivo de Ouro Preto, temos que nos organizar, discutir e lutar para transformar o transporte público. Somente com participação popular é possível organizar um sistema de transporte em favor dos interesses dos usuários. São estes que sabem que linhas são necessárias, onde devem estar os pontos de ônibus e a importância de ônibus que liguem os bairros e distritos.




A empresa responsável pela linha que liga a sede do município de Ouro Preto ao distrito de Santa Rita cancelou suas atividades alegando não ter condições financeiras para manter o serviço. Segundo a empresa, o número de pessoas idosas que se deslocavam nessa linha, sob a lei da gratuidade, era inviável para a empresa.

Em nossa cidade, há uma lei municipal que garante a gratuidade do transporte coletivo às pessoas acima de 60 anos e a grande maioria das idosas e dos idosos utilizavam esse itinerário para atendimentos médicos e psicológicos na sede do município.

Além do descumprimento de uma lei, a empresa transformará a linha, antes distrital, em inter municipal acabando assim, com a gratuidade de idosas e idosos. Ou seja, sem o transporte público, direito social que deveria ser garantido pelo poder público, as idosas e os idosos do distrito de Santa Rita não poderão ter acesso à outros direitos, como saúde por exemplo.

Mais uma vez, em nossa cidade a taxa de lucro se sobrepõe às outras noções de direitos. Não podemos ficar de braços cruzados diante de tantos abusos!













POR QUE ENTRAMOS NESSA?

Temos consciência da importante missão, juntamente com as ouropretanas e os ouropretanos, de barrar este aumento. Não é só mais um aumento da tarifa do transporte público. É o aumento da exploração das trabalhadoras e dos trabalhadores, em favor dos lucros cada vez maiores para a empresa. É absurdo pensarmos que as trabalhadoras e os trabalhadores gastarão R$7,34 diariamente, levando-se em consideração as tarifas de ida e volta ao trabalho.

Nós, da Minha Ouro Preto, queremos e trabalhamos por uma Ouro Preto em que as pessoas possam usufruir do espaço da cidade de forma igualitária. Esse valor que está sendo proposto pela empresa concessionária é injusto e não cabe no bolso das ouropretanas e dos ouropretanos. Queremos transporte PÚBLICO acessível e de qualidade para todas e todos! Chega de aumento no busão!